31/03 - Contabilidade na TV


O fim da desoneração da folha de pagamento para 50 setores da economia terá impacto direto no varejo e, consequentemente, lesará o consumidor. A avaliação é da Federação da CDLs de Santa Catarina (FCDL/SC), que critica a medida anunciada nesta semana pelo Ministério da Fazenda. A percepção é que os empresários perderão ainda mais poder de investimento e serão forçados a revisar o porte de seus empreendimentos com a retomada da cobrança.

Para Ivan Tauffer, presidente da entidade, a decisão vai de encontro ao que o setor considera necessário para contribuir no reaquecimento da economia brasileira. "O momento é de auxílio para a manutenção dos empregos e dos estímulos que mantêm a economia minimamente aquecida. A volta da cobrança certamente inibirá novas contratações, além de transferir este custo ao consumidor final”, pondera o dirigente.

Criada em 2011, a desoneração permitia que alguns setores como de fabricação de produtos alimentícios, máquinas e equipamentos e tecnologia da informação deixassem de recolher a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha e passassem a pagar entre 1% e 4,5% sobre o faturamento.

A justificativa do Ministério da Fazenda é que a decisão permitirá o recolhimento de aproximadamente R$ 4,8 bilhões ainda neste ano, mas Tauffer alerta para as consequências. “Nossa ponderação para que isto seja revisto é por compreendermos que onerar ainda mais o empresário só penaliza quem já não possui lastro financeiro e comprometerá os empreendimentos atuais”, observa Tauffer.

Por: PalavraCom

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