10/04 - João Sorima Neto

Fábrica da Gomes da Costa. Crédito: Divulgação
Os dois mil funcionários da processadora de pescados Gomes da Costa, com sede em Itajaí, Santa Catarina, têm à disposição, desde 2015, um manual anticorrupção, uma espécie de roteiro de como devem se comportar no ambiente profissional. O documento, de 20 páginas, adverte que os colaboradores não façam pagamentos a funcionários públicos e devem recusar categoricamente pedidos de dinheiro para obter facilidades para a empresa.

Assim como na Gomes da Costa, o tema corrupção entrou na pauta de muitas pequenas e médias empresas do país. Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que trata-se de um efeito da Operação Lava-Jato, combinado com a entrada em vigor da Lei Anticorrupção, regulamentada em 2015 e que prevê punições a empresas apanhadas em atos ilícitos.

— Já temos até um departamento de compliance, como nas grandes corporações. Mas, no nosso caso, apenas um funcionário cuida do assunto — diz Ana Cristina Dias, auditora interna da Gomes da Costa.


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