06/04 - Thiago Copetti - Jornal do Comércio RS


Em um estado agrícola como o Rio Grande do Sul, a contabilidade rural deveria ser um foco intenso para trabalho de profissionais e universidades. Curiosamente, não é o que ocorre por aqui, avalia Ênio Borges de Paiva, representante de Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS). "Apesar de ser um setor com bom potencial de trabalho, não temos, no Estado, muitos profissionais com esse foco", lamenta Paiva. 

Para o representante do CRCRS, essa deficiência pode ser verificada desde a formação dos profissionais na área e na ausência ou deficiência desse conteúdo em sala de aula. Paiva afirma que desconhece alguma instituição de Ensino Superior no Rio Grande do Sul que contemple uma disciplina específica de contabilidade rural. "E, quando existe, não está na grade curricular. É apenas um semestre e opcional", afirma Paiva, consultor da Safras & Cifras. 

O especialista explica que o trabalho rural tem demandas bem específicas e segmentos muito diversos de atuação, o que pode justificar maior abordagem e capacitação por parte dos profissionais e instituições de ensino. "No caso de uma indústria convencional ou mesmo do comércio, é muito mais simples trabalhar na quantificação de um ativo, máquina ou estoque", exemplifica. 

No entanto, a atividade rural exige o desafio muito maior, pois abrange ativos vivos, como animais e lavouras. "Nesses casos, o contador acaba precisando de apoios de outros profissionais, como agrônomos e veterinários, para fazer cálculos e análises precisas."


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