06/04 - Contabilidade na TV


Números de 2016 apontam ainda que mais de 160 mil empresas foram inspecionadas

Os auditores fiscais do Ministério do Trabalho realizaram 40.381 ações de saúde e segurança e 5.776 de combate ao trabalho infantil em 2016. Resgataram 885 trabalhadores identificados em condições análogas à de escravo. Em decorrência de suas ações, 163.22 empregados foram formalizados. Inspecionaram 160.518 empresas, conduziram 6.802 ações para inserção de pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados da Previdência Social e 28.825 para inserção de aprendizes adolescentes. Procederam a 1.156 análises de acidentes graves e fatais.

São números que ajudam a descrever o cotidiano dos cerca de 2.500 auditores fiscais do Ministério do Trabalho, responsáveis por assegurar o cumprimento dos deveres dos empregadores para com os trabalhadores em um país de 5.570 municípios e área territorial de 8.516.00 km2. “Os auditores fiscais do Trabalho desempenham um papel fundamental no resgate e na consolidação da cidadania dos trabalhadores brasileiros”, afirma o ministro Ronaldo Nogueira.

A maior parte dos auditores tem formação na área do Direito e em diferentes ramos da Engenharia. Administradores, contabilistas e médicos também formam um grande contingente na categoria. Sua qualificação é aprimorada por meio de cursos oferecidos pela Escola Nacional de Inspeção do Trabalho (Enit). O aperfeiçoamento da capacitação dos auditores tem como premissa fazê-los avançar em sua missão de promover melhorias no ambiente de trabalho e mudanças na sociedade, fomentando boas práticas, gerando impacto social e mudanças culturais.

“É um trabalho que exige muita força psicológica”, diz a titular da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, auditora fiscal há 22 anos, referindo-se às situações de abuso e desrespeito contra o trabalhador, flagradas pelos auditores em seu dia a dia de atuação. “Não há um dia igual ao outro”, assegura Maria Teresa.

A estrutura da SIT, na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília, é formada por 42 auditores, encarregados, entre outras atribuições, da definição das estratégias de operação do corpo de inspeção espalhado pelo Brasil e da coordenação dos quatro Grupos Móveis de fiscalização de transportes, portuária, do trabalho em condições análogas à de escravo e do trabalho infantil.

As inspeções dos auditores fiscais do Trabalho têm duas frentes: saúde e segurança do trabalho e atendimento à legislação trabalhista. As demandas recebidas pela SIT têm como principais fontes as denúncias da sociedade em geral, dos sindicatos e do Ministério Público do Trabalho; o planejamento da própria SIT, alimentados pela base de dados da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT); estudos e informações divulgadas pela mídia.

O idealismo que persiste – No último concurso público para auditor fiscal do Trabalho, realizado em 2013, havia 100 vagas disponíveis. Difícil traçar um perfil genérico dos candidatos a auditores fiscais, mas a secretária Maria Teresa Jensen garante que o idealismo persiste entre eles. E assegura: “Uma vez que se entra na inspeção do trabalho não se quer mais sair”. Incentivador e admirador do trabalho dos auditores, o ministro Ronaldo Nogueira afirma: “O auditor fiscal está nos recantos deste país, levando dignidade para o trabalhador”.  

Por: Cláudio Lovato Filho / Ministério do Trabalho

Use o APP do Contabilidade na TV e mantenha-se informado!
Baixe para iOS.
Baixe para Android.
Baixe em HTML5.

0 comentários:

Postar um comentário