04/04 - Contabilidade na TV


Alcançar o equilíbrio entre vida pessoal e o trabalho se tornou um dos principais desafios dos profissionais do século 21. Para as empresas, o tema é importante porque a sustentabilidade e a lucratividade do negócio dependem muito do engajamento e apoio dos colaboradores em relação à cultura organizacional.

Entre líderes de RH, o tema é abordado como um dos pilares para se destacar no mercado. Para isso, é preciso que a estratégia de pessoas vá além de oferecer salários competitivos ou oportunidades de crescimento e desenvolvimento, mas foque também em questões que envolvam a promoção da saúde e da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Em pesquisa recente, o Top Employers Institute Brasil, empresa de certificação global que reconhece a excelência nas condições de trabalho criadas pelas organizações, avaliou o que mais de 1.200 empregadores nacionais e internacionais oferecem como soluções de bem-estar.

O conceito é amplo, portanto, o estudo focou em quesitos como prevenção, apoio durante afastamento por motivo de doença e programas de apoio e estímulo à vida saudável.

Quando o assunto é trabalho além da carga horária, apesar de a legislação delimitar criteriosamente os limites de jornada de trabalho, um grupo de empresas está indo além e implantando programas que desencorajam os funcionários a permanecerem mais do que o necessário no escritório.

No Brasil, 62% das organizações que participaram da pesquisa possuem iniciativas neste sentido. O número é 10% maior em relação à média global é 20% maior em relação a outras empresas presentes na América Latina.

Por outro lado, as companhias nacionais ainda estão atrás no cuidado com o stress e a ansiedade corporativa. Apenas 48% disseram aplicar programas preventivos, enquanto a média no mundo é de 78%.

O crescente número de profissionais procurando por programas de recuperação por esgotamento no trabalho (burnout) coloca o tema ainda mais em evidência. Segundo o relatório, o número de empresas no Brasil que contam com algum programa de prevenção ao burnout chegou a 17%, enquanto a média global para esta mesma iniciativa é de 34%.

Em relação a programas de apoio e estímulo a atividades físicas, as empresas que participaram afirmaram oferecer opções de esporte no local de trabalho, parceria ou subsídio para academias, programas antitabagismo, programas para perda de peso e de informação nutricional.

“A maioria dos Top Employers no Brasil ainda está avançando em questões de bem-estar e qualidade de vida no trabalho”, afirmou Gustavo Tavares, Country Manager da Top Employers Institute Brasil. “A pressão constante por resultados e a redução nos tamanhos das equipes estão entre os principais responsáveis pelos casos de burnout em nosso país, refletindo o momento econômico que estamos vivendo”.

Por: Comunique-se

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