12/04 - Carla Lidiane Müller para Notícias Contábeis do Contabilidade na TV*


A inflação, a alta tributação e diversos outros fatores estão fazendo as empresas terem que trabalhar de uma forma cada vez mais enxuta, e com cada vez menos custos para que possam alcançar bons resultados e se manter em crescimento.

Um dos motivos é a alta inflação que reduziu o poder aquisitivo da população e isso acabou refletindo em uma retração no mercado. Muitos especialistas apontam que a moeda brasileira desvalorizou cerca de 80%, desde que o plano real fora lançado.

E infelizmente a mais comum opção de algumas empresas para fugir da crise não têm sido por caminhos lícitos. Muitas buscam alívio tributário através da omissão de receitas ao fisco, planejamentos tributários vinculados a eventos de reorganização societária com geração de ativos amortizáveis e envolvendo fundos de investimentos em participações de forma ao uso da evasão fiscal. 

Outras operações em que os contribuintes tentam ludibriar o fisco seriam nos casos de tributação de resultados auferidos em controladas e coligadas no exterior, sonegação envolvendo distribuição isenta de lucros, evasão nos setores de cigarros, bebidas e combustíveis; desvio de finalidade do papel imune em operações de revendas inidôneas; evasão tributária envolvendo direitos de imagens de profissionais, falta de recolhimento do carne-leão por profissionais liberais e omissão  no recolhimento da contribuição previdenciária.

Essas atitudes não são a solução para nenhum negócio, e, com certeza, deixam as empresas cada vez mais na mira do fisco. 

É importante ressaltar que mesmo neste cenário caótico, existem empresas que estão conseguindo faturar muito bem durante a crise. E a forma encontrada por elas foi a renegociação de preços com seus fornecedores, além de diversificar os seus produtos e investir em marketing.

A gama de problemas enfrentadas pelas empresas atualmente é muito grande, e não é somente o complexo sistema tributário e a inflação que estão desnorteando as empresas brasileiras, outros problemas como excesso de burocracia, falta de mão de obra qualificada, baixo investimento público e privado e a infraestrutura pública precária também afetam e muito o dia a dia de qualquer negócio.

A esperança agora é que com os saques do FGTS inativo, a população consuma mais, e a economia tenha vislumbres de melhora. Pois estima-se que sejam injetados pelo menos mais 34,5 bilhões e que isso reflita em uma melhora de 0,7 no PIB brasileiro.

Fontes utilizadas:

Carla Lidiane Müller
Formação Acadêmica:
Bacharel em Ciências contábeis. 
CRC: SC-038832/o-2
Cursando MBA em Direito Tributário

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