19/04 - Contabilidade na TV


Na construção civil, cerca de 4.108 empresas estão inscritas em dívida ativa nos dados levantados dos últimos 5 anos, por conta de débitos junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa dívida totaliza um valor de quase R$ 440 milhões, o que pode trazer transtornos para muitos trabalhadores do setor.

De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), três divisões compõem o setor: a de construção de edifícios; a de serviços especializados para construção; e a de obras de infraestrutura.

Dentro da área de construção de edifícios, 1.953 (1,7% do total) empresas devem quase R$ 197 milhões aos seus trabalhadores. O setor é composto por 114.346 companhias. Com um débito de pouco mais de R$ 108 milhões, está a área de serviços especializados para construção com 1.510 (1,3% do total) grupos devedores e 108.707 empresas cadastradas.

Na área de obras de infraestrutura com 22.167 empresas compondo a seção, 645 delas (3% do total) devendo quase R$ 133 milhões. Essas companhias representam apenas 1,6% do total de empresas devedoras nesse setor, estimado em 245 mil estabelecimentos.

E se considerarmos somente as obras de infraestrutura?
Ao esmiuçarmos o setor de obras de infraestrutura, verificamos que essa divisão ainda é composta por três grupos: o de outras obras de infraestrutura; o de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras-de-arte especiais; e o de infraestrutura para energia, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos.

No primeiro deles, das 10.863 empresas que compõem o grupo, 332 (3% do total) devem quase R$ 48 milhões ao Fundo. No grupo de construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras-de-arte especiais, o montante devido está próximo dos R$ 56 milhões e dividido entre 203 companhias, somente 3% das existentes, pois o setor é formado por 6.776 estabelecimentos.

Por fim, com uma dívida de quase R$ 29 milhões, estão 110 empresas de construção de infraestrutura para energia, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos, representando 2,4% de um total de 4.528 que formam o grupo.

Os números apresentados foram obtidos com base nos dados do IBGE combinados com informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e compreendem os anos de 2012 a 2016.


Por: PGFN

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