28/04 - Paula Cristina / DCI-SP


Enquanto a confiança do varejista começa a dar sinais de melhora apoiado na previsão de mudanças nas atuais regras para o trabalho formal no País, os consumidores, ainda sem mensurar bem o impacto destas alterações, devem entrar em um período de maior receio para consumir.

"O excesso de informações conflitantes sobre o que muda com as alterações [na CLT] é o principal motivo para a desconfiança do consumidor, que tem medo de perder seu poder de compra ou precisar aumentar as fontes de rendimento com mais jornadas", resume o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), e coordenador do núcleo de varejo da universidade, Cleber Santana.

Na visão do acadêmico, essa insegurança do brasileiro, somada ao maior otimismo do lojista, pode resultar em um desequilíbrio de estoques, além de prospecções equivocadas sobre o desempenho futuro. "Para o varejista a regra será positiva. Haverá mais flexibilidade para contratação, menos obrigações fiscais e burocracia para começar ou encerrar contratos e isso pode mascarar a realidade de crise no consumo que ainda vivemos", diz.


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