18/04 - Lilian Monteiro / em.com.br

foto: Iano Andrade/PR
Como se fosse um disco arranhado, um mantra do avesso ou um spam que o atordoa, a cada nova pesquisa revelada sobre o mercado de trabalho nos últimos anos os números sempre são negativos. O poço parece não ter fim. E ouvir de especialistas de economia que esse mercado será o último a se recuperar só piora as perspectivas. No entanto, apesar dos desafios pela frente e dos números divulgados pelo IBGE na semana passada levantando 13,5 milhões de pessoas desocupadas, outro recorde da série iniciada em 2012, há luz no fim do túnel.

Pequisas de duas empresas apontam para um futuro próximo melhor. O Índice Catho-Fipe de Novas Vagas, calculado com base nos dados de novas vagas de emprego anunciadas no site da Catho, mostrou que o número de vagas de emprego abertas no Brasil apresentou aumento de 6,6% entre fevereiro e março. Na comparação de março de 2017 e março de 2016, houve aumento de 0,3%, o que significa o primeiro depois de 39 quedas consecutivas. Por menor que seja o resultado, seguramente aponta um caminho de melhora.

Já a ManpowerGroup, empresa mundial em soluções inovadoras para contratação e gestão de pessoas, em pesquisa com 850 empregadores no Brasil e 58.293 profissionais em 43 países, coletou dados em que as intenções de contratação para o segundo trimestre do ano (abril a junho 2017) atingiram o nível de 4% no Brasil, uma vez que as variações sazonais são removidas da base de dados, apresentando crescimento de 6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e 4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2017. Essas perspectivas de contratação são as mais otimistas dos últimos dois anos. A pesquisa no Brasil revela que 15% dos empregadores esperam aumentar o quadro de profissionais nos próximos três meses, 15% antecipam uma redução na equipe e 65% não preveem mudança em sua força de trabalho atual.


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