11/04 - Vicente Nunes / Correio Braziliense

Os investidores que aplicam na caderneta da poupança devem se preparar para mudanças no rendimento da mais tradicional aplicação financeira do país. Motivo: a queda da taxa básica de juros (Selic) dos atuais 12,25% para 8,5% até o fim deste ano, como prevê o mercado.

Por lei, quando a Selic atinge 8,5% ao ano ou fica abaixo desse patamar, a remuneração da poupança passa a acompanhar a taxa básica. Ou seja, a caderneta passa a render 70% da Selic mais a variação da taxa referencial (TR). Pelo modelo antigo, a poupança paga 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a variação da TR.

As mudanças na remuneração da poupança foram feitas em 2012 pela então presidente Dilma Rousseff, que, à época, obrigou o Banco Central, comandado por Alexandre Tombini, a derrubar a taxa básica para até 7,25% ao ano. Nesse patamar, a poupança teria remuneração maior que os fundos de investimentos, os maiores financiadores da dívida pública. Era preciso evitar uma fuga de recursos dos fundos para a caderneta.


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