12/04 - Adriana Lampert - Jornal do Comércio 



A atividade industrial representa 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, enquanto responde por 28,8% da arrecadação total de impostos - um desequilíbrio que tem contribuído para aumentar as dificuldades do desenvolvimento do setor, que está em queda desde 2010. De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, somente no segmento de transformação, os tributos representam 47,4% do PIB a partir do momento que os produtos saem da fábrica. 

"Os serviços apresentam esse mesmo percentual de resultados no PIB. No entanto, o setor responde por 38,5% da arrecadação", compara o dirigente. Müller destaca que o segmento mais atingido pela necessidade arrecadatória dos governos tem sido a indústria de transformação, na qual há uma "pressão psicológica" em cima dos empresários. "As pessoas perdem o ânimo de empreender", lamenta. 

Para Müller, a indústria gaúcha não tem conseguido crescer devido ao "fardo pesado" que é dar conta da estrutura tributária. "No passado, tínhamos a hiperinflação, e o governo se aproveitava disso para regularizar seu caixa. Hoje, com o IPCA beirando a 4%, não tem mais como esconder o montante que equivale à arrecadação", alfineta Müller, lembrando que, há 20 anos, o País consumia 25% do PIB em impostos. "Isso passou a representar 33% em 2015, o que evidencia uma separação entre o crescimento da máquina pública em comparação ao que produzimos." 

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