16/05 - Contabilidade na TV


Buscamos felicidade a todo custo. Adoramos filmes com final feliz. Por isso, acreditamos que seremos felizes, mesmo que em um futuro distante. A economia baseia-se nessa capacidade do ser humano de confiar de que tudo dará certo.

Compramos algo, pagamos antes e acreditamos que será entregue. Colocamos o dinheiro no banco e estamos seguros de que o valor estará lá quando necessitarmos. Ingerimos um medicamento e o fazemos certos de que nos curará da doença. Comemos alimentos acreditando serem diet. Confiamos que, ao brecar carro a 120 km /hora, o sistema de freios vai funcionar; ou que o piloto do avião está habilitado, dormiu bem na noite anterior e está apto a pilotar.

Para funcionar, o sistema criou e cria constantemente regras de condutas e padrões de desempenho, ou processos e métodos para garantir essa confiança. Mas, sem que haja um comportamento orientado para a ética e o caráter, o sistema não funciona. 

Porém, às vezes, para evoluir é preciso quebrar regras, destruir crenças. Mas isso é outra coisa, bem diferente do que estamos tratando aqui. Vivemos esse conflito de seguir regras e quebra-las para dar saltos e melhorar as coisas. Mas é preciso ter sabedoria para diferenciar as situações.

Vivemos hoje uma crise de confiança nas autoridades, nos políticos, nos planos de saúde e nas empresas de telefonia. A crise atinge, igualmente, médicos, advogados, arquitetos e designers de interiores, muito embora não sejam farinha do mesmo saco (em comparação com os políticos)!

Embora sejamos crentes, desconfiar é parte importante do nosso sistema de sobrevivência. E o Google nos ajuda nisso porque nos traz informação boa e ruim de forma instantânea e permite que possamos tomar decisões com mais segurança.

Arquitetos e designers de interiores ofertam algo intangível, o que complica ainda mais esse quadro. Esses profissionais vendem uma promessa. Se não tiverem argumentos concretos, que transfiram credibilidade, o cliente não compra ou paga pouco para reduzir o risco e, assim, ter um álibi para comprar.  

São as regras e as condutas que produzem mais confiança e transparência na relação dos agentes econômicos com o mercado. Como fazer isso:

a) Deixe claro para o cliente através de documentos quais são suas responsabilidades ao ser contratado. Explicite as etapas do trabalho, a duração e a forma de envolvimento do cliente no processo.
b) Defina com clareza quais limites existem na relação do trabalho (projeto) e como o cliente deve se comportar em relação às aprovações.
c) Apresente como é o seu método de trabalho e quais instrumentos você usa para produzir com qualidade: questionário para o levantamento de necessidades, um modelo de projeto executivo, relatório de acompanhamento de obra, planilhas para orçamentação e controle de pagamentos a fornecedores etc.
d) Estabeleça de forma cristalina a sua politica diante do recebimento (ou não) de comissões vindas dos fornecedores.
e) Tenha um formulário de pesquisa de satisfação para ser respondido pelo cliente ao final da relação.

Ações e atitudes como esta passam a ser essenciais e indispensáveis em qualquer profissão onde a confiança é a base do relacionamento com o cliente.

Por Ricardo Botelho*

*Diretor da empresa Ricardo Botelho Marketing, realizou diversos cursos e estudos nas áreas de Marketing (com foco em Estratégia, Posicionamento e Relacionamento, Data Base Marketing, One to One e Web Marketing) e Vendas (Liderança, Motivação e Gestão).

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