08/05 - Ana Paula Pedrosa - O Tempo


Ao abrir um negócio, o empreendedor tem que assumir pelo menos seis funções que não eram de sua responsabilidade antes: contabilidade, comercial, técnica, administração, segurança e financeiro. Para cada uma, é preciso preparo e tempo disponível, alerta o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Minas Gerais (Sebrae-MG) Bismarck Esteves. “Ele pode não ter todos esses departamentos estruturados, com setores e equipes específicas, mas, na prática, tem que cuidar de todas essas funções”, diz.

Foi o que descobriu Débora Nunes quando trocou um emprego em um escritório de advocacia por uma lanchonete própria, a Lancheria BH. “Eu sempre trabalhei muito, mas dentro da minha especialidade. Se tinha papel higiênico no banheiro ou tinta na impressora, não era problema meu”, compara ela, que hoje, junto com um sócio, tem que gerir estoque, fluxo de caixa, pagamento de funcionário, compra de insumos, pagar contas de água e luz e cuidar do relacionamento com o cliente, além de preparar e servir os lanches.

Na Intervalo Lanches, Márcio Luiz de Castro vive a mesma experiência. “Outro dia, esqueci de trazer o bacon do sanduíche e tive que voltar em casa para buscar, enquanto minha mulher ficava no trailer. Se eu fosse funcionário, não teria que me preocupar”, diz.

Para não se perder em meio a tantas obrigações, a saída é a organização, diz Esteves. Por isso, ele recomenda que a pessoa crie regras para organizar sua rotina de trabalhador sem patrão. “Ela não vai ter as 24 horas do dia para o trabalho. Tem que organizar para aproveitar bem o tempo”, diz. Ele completa que essa rotina, que envolve horários fixos e lista de tarefas, deve ser cumprida “faça chuva ou faça sol”. “Tem que viver o negócio”, afirma.

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