19/05 - Jornal do Comércio

Foto: Alex Ferreira/Alex Ferreira/Agência Câmara/JC
Representantes dos setores têxtil, calçadista e de tecnologia da informação criticaram, na quinta-feira, o fim da desoneração da folha de pagamentos previsto na Medida Provisória (MP) nº 774/2017. A partir de 1 de julho, esses setores voltarão a contribuir com 20% sobre a folha de pagamentos, no lugar de pagar uma alíquota de 4,5% sobre o faturamento. A medida foi debatida em audiência pública das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. 

A MP integra o esforço do governo para cumprir a meta fiscal de 2017 (déficit primário de R$ 139 bilhões). A previsão de arrecadação é de R$ 4,75 bilhões. Com a medida, o setor de TI estima eliminar 83 mil postos de trabalho nos próximos três anos, em esforço para equilibrar custos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscom). "As empresas vão voltar a ser competitivas, vão buscar modelos alternativos e em TI, diferentemente dos setores que exigem fábricas, podemos fazer o trabalho em qualquer parte de mundo", reforçou o diretor da Brasscom, Paulo Sgobbi. 

Ele informou que, desde 2011, quando a política de desoneração foi implementada, o setor tem alcançado superávits crescentes, atingindo R$ 500 milhões em 2013. Paulo Sgobbi também ressaltou que as empresas de TI recolheram R$ 1,2 bilhão em tributos ao longo do programa.


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