05/05 - Raquel Freitas, da Folha de Pernambuco


A tese de que a atual proposta de mudança nas leis trabalhistas será fundamental para a geração de emprego no País é derrubada pela ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Alves Miranda Arantes. É que, na sua análise, a mudança de cenário depende tão somente do crescimento econômico e de uma possível reforma tributária. O argumento de que a flexibilização das leis pode atrair capital estrangeiro é vista por um prisma em que pouco interferirá o mercado de trabalho no longo prazo, pois, na opinião dela, historicamente, as multinacionais geram poucos postos de trabalho devido ao processo evolutivo de mecanização. 

"Quando a crise eclodiu nos Estados Unidos, em 2008, essa foi a ‘saída’ encontrada para conter o momento de dificuldade. Numa comparação, dada às devidas proporções, vemos, hoje, naquele país uma precarização dos empregos efetivos. Não houve ampliação dos empregos e muito menos uma solução para a crise financeira", explicou, defendendo uma reforma em que se preze o diálogo sem penalizar os direitos adquiridos pelos trabalhadores nos últimos anos. "Precisamos trazer para o centro do debate as micro e pequenas empresas, responsáveis por gerar mais de 70% dos empregos no Brasil", frisou.


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