05/05 - Fabiane Ziolla Menezes / Gazeta do Povo

Foto: Hugo Harada/ArquivoGazeta do Povo
Em meio aos pontos prioritários da equipe econômica do governo Temer, anunciados em dezembro de 2016, estava a intenção de tornar a adesão ao cadastro positivo algo automático, por meio de uma alteração na Lei 12.414/2011, que trata do tema, via medida provisória. Com essa mudança, 120 milhões de brasileiros (número estimado de pessoas economicamente ativas no país) entrariam automaticamente no banco de dados positivos, dizem os serviços protetores de crédito. Hoje são pouco mais de 5 milhões de pessoas lá, incentivados a entrar na dança via serviços como Serasa Experian e SPC Brasil. Quatro meses depois da coletiva do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, porém, a proposta está empacada em Brasília.

A grande sacada do cadastro positivo, segundo o governo e alguns especialistas, seria a inversão da lógica perversa de análise de crédito no Brasil— uma “aberração” em meio às dez maiores economias do mundo —, em que o veredicto é dado com base em informações negativas dos consumidores, não nas positivas. 

Essa inversão da lógica de análise de crédito no Brasil daria, em tese, mais poder para os bons pagadores e, de quebra, colaboraria para reduzir a inadimplência e, consequentemente, os juros no país. Embora outros fatores contribuam para os juros altos no Brasil, essa mudança, basicamente, alteraria o quadro atual, em que a grande maioria dos consumidores paga o pato pelo comportamento “caloteiro” de uma minoria. 


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