05/06 - Contabilidade na TV


Uma pesquisa realizada  pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) mostra que mais de 80% das indústrias paranaenses contratam serviços terceirizados. Dentre elas, 56,1%  terceirizam constantemente parte das suas atividades.

Participaram do levantamento 54 indústrias de todos os setores, regiões e tamanhos. Com a nova legislação sobre o tema, os industriais tendem a aumentar o percentual de serviços. O maior aumento proporcional  para este tipo de serviço  será nas atividades que são  parte do processo produtivo,  que devem subir de 12,6% para 26,3%. Transporte e logística deve subir de 24,2% para 30,5%; manutenção de máquinas e equipamentos, que hoje representa 23,2% do que é terceirizado, deve aumentar para 34,7%. De acordo com os industriais, os serviços de  segurança e vigilância passarão de 23,2% para 30,5%.


O presidente da Fiep, Edson Campagnolo,  afirma que a terceirização é um instrumento que pode trazer importantes ganhos de produtividade para as indústrias. “A terceirização amplamente utilizada nas cadeias produtivas em todo o mundo. Com a nova lei, as indústrias brasileiras poderão buscar o serviço de empresas especializadas em determinadas etapas de seus processos produtivos, o que se reverterá em aumento da qualidade, maior eficiência e ganhos de competitividade”, diz.

A afirmação é comprovada pelos resultados da pesquisa. No total, 35,4% dos industriais apontam a redução de custos como um forte fator para a contratação de outras empresas para realizarem certas atividades. Já metade dos respondentes colocam a especialização da atividade como uma razão forte na hora decidir pela terceirizar. E a melhora na produtividade e na qualidade do que é produzido foram citados como uma justificativa moderada para a terceirização por 43,2% e 34,1% dos entrevistados, respectivamente.

Campagnolo destaca ainda os avanços que a regulamentação do serviço terceirizado trará para as relações trabalhistas, possibilitando maior segurança tanto para empregadores e empregados. “A legislação é importante para garantir segurança jurídica para as indústrias que contratam serviços terceirizados e para o trabalhador, que terá seus direitos assegurados. Isso é fundamental para reduzir conflitos e melhorar o ambiente de negócios no país”, acrescenta.

Com a sanção da lei 13.429, de 31 de março de 2017, 38% dos respondentes afirmam que haverá um aumento no volume de serviços terceirizados. Outros 58% dizem que a demanda por este tipo de serviço continuará igual e 4% acreditam que a terceirização tende a diminuir.

Dificuldades para terceirizar
A maior dificuldade encontrada pelos industriais no processo de terceirização é a insegurança jurídica ou possíveis passivos trabalhistas, apontados por 39,3% dos empresários que participaram da pesquisa. Custos maiores do que o esperado está em segundo lugar dentre as preocupações, com 19,7%.  Parte dos empresários também afirma que o excesso de rotatividade e a falta de oferta de serviço são entraves,  motivos apontados por  17,2% e  16,4% das indústrias respectivamente.

As indústrias paranaenses mostraram preocupação em relação às empresas prestadoras de serviços terceirizados. Trinta e nove por cento delas verifica, antes de contratar, se a empresa cumpre com os encargos trabalhistas. Outros 38% checam se a empresa contratada cumpre com as normas de saúde e segurança do trabalho. Também são medidas para garantir qualidade e comprometimento dos terceiros estimular a empresa contratada a capacitar os terceiros, com 18,2%  das respostas, e optar por contratar empresas conhecidas, apontado por 4% dos industriais.

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