30/06 - Daniela Rocha / Exame.com


Durante os governos do PT, os bancos públicos serviram de instrumentos para expandir a oferta de crédito no mercado. Foi assim na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, que acionou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para ampliar a oferta de dinheiro e reativar a economia após a eclosão da crise financeira global de 2008. Foi assim também na administração de Dilma Rousseff, que recorreu aos bancos públicos para forçar a queda dos juros em 2012 e tentar gerar crescimento. A crise fiscal, porém, obrigou o governo a cortar programas e subsídios, e os bancos públicos refrearam a atuação. Uma pesquisa feita para a edição de MELHORES E MAIORES 2017 aponta que, no ano passado, o Banco do Brasil e a Caixa cortaram a concessão de crédito tanto para pessoas quanto para empresas. Os bancos privados também reduziram a vazão do dinheiro, dando prioridade às linhas com menos risco de calote. Ao final, quem perdeu mais foram as empresas de menor porte. A concessão de crédito para aquelas consideradas médias e pequenas pelos bancos (o critério de classificação varia de banco para banco) caiu 16% em 2016 em comparação com o ano anterior — para empresas grandes, os empréstimos cresceram 5% em termos reais.


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