07/06 - Queila Ariadne / O Tempo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no mês passado um plano para aquecer a economia com geração de empregos: fazer o que chamou de “maior corte de impostos da história” do país. Ainda não há um projeto apresentado ao Congresso, mas supõe-se que a ideia é cortar de 35% para 15% os impostos para empresas, atraindo de volta aos Estados Unidos grandes indústrias que hoje manufaturam seus produtos em países mais baratos. A medida pode afetar o Brasil, que tende a perder competitividade. “O impacto é relativo, pois o Brasil exporta commodities, mas ainda tem uma economia fechada. Entretanto, quanto melhor for o ambiente de negócios os Estados Unidos, menos atrativo será investir em outros países, como o Brasil”, explica o sociólogo Lucas Azambuja, professor de ciências políticas do Ibmec. Que disse que, no primeiro momento, a medida pode tirar investidores do Brasil.

Na avaliação do consultor de negócios internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o economista Alexandre Brito, a indústria brasileira não deve ser afetada. “Reduzir impostos não significa reindustrializar um país porque não é possível fazer isso de uma hora para outra. Para impactar a competitividade no Brasil, primeiro teríamos que ter demanda de importação, mas nem isso temos. E, se cai imposto e fica mais barato de um lado, sempre teremos a questão do câmbio do outro”, explica Brito.


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