22/06 - Daiane Costa / O Globo

Daiane Costa / O GLOBO
Em alinhamento a uma tendência mundial, o IBGE vem produzindo uma série de complementos aos dados do PIB, chamados contas satélites, cujo o objetivo é aprimorar a forma de medir a renda disponível. A medida do PIB é considerada limitada por uma corrente de economistas, por mostrar apenas a produção de bens e serviços que podem ser vendidos, que têm um valor medido. O PIB sozinho não mede o desenvolvimento de um país. O preço do recurso natural que é usado na produção não entra na conta, assim como a degradação ambiental no processo produtivo, a desigualdade que abate mais os mais pobres numa recessão, o mundo digital e suas plataformas de compartilhamento, assim como a economia colaborativa e compartilhada. Em entrevista concedida a jornalistas na sede do instituto, no Rio, na manhã desta quarta-feira, o novo presidente da instituição, Roberto Olinto, disse, por exemplo, que estuda a realização de pesquisa sobre o uso do tempo, que permitiria precificar o trabalho doméstico.

- Temos várias ações de ampliação das contas nacionais, com as contas satélite, onde você usa o núcleo central das contas nacionais e vai detalhando algo, como as contas da saúde. Já trabalhamos um pouco de turismo, mas não avançamos o quando gostaríamos. O trabalho doméstico, por exemplo, não é computado. Tomar conta de crianças, cozinhar, limpar a casa. Não há uma norma para isso e não entra como produção. Mas estamos pensando em fazer pesquisas do uso do tempo que permitirá computar o tempo que se usa em lazer e no trabalho doméstico e medir o seu preço. Cuidei das crianças por cinco horas por dias. Qual é o valor que se dá a isso? É o valor da empregada doméstica ou do salário que essa mãe recebe em seu trabalho fora de casa. É uma discussão que não tem fim, mas se pode arbitrar e fazer trabalhos paralelos - explica o presidente, sem dar prazos.


Use o APP do Contabilidade na TV e mantenha-se informado!

0 comentários:

Postar um comentário