21/06 - Abnor Gondim / DCI-SP


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado registrou ontem (20), a primeira derrota do governo na tramitação da reforma trabalhista no Senado: duas traições e quatro ausências mostraram desagregação da base aliada e contribuíram para formar o placar desfavorável e apertado, de 10 a 9 votos, que rejeitou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

Ainda assim, o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), amenizou o resultado e previu a aprovação da matéria na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde ele é relator, e depois no plenário da Casa, possivelmente na próxima semana. Se isso ocorrer, o projeto segue direto à sanção do presidente Michel Temer.

O resultado surpreendeu os apoiadores do Planalto, entre eles a presidente da CAS, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e próprio relator. Nos cálculos deles, o resultado seria de até 12 a 7 ou 11 a 8 a favor da nova legislação trabalhista, mantendo o texto aprovado na Câmara, sem alterações, para não retornar à apreciação dos deputados.


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