27/06 - Contabilidade na TV


O Banco Central (BC) registrou a saída de US$ 5,279 bilhões do país este mês até a última sexta-feira (23). Em todo o mês de junho de 2016, o país acusou a saída líquida (descontada a entrada) de US$ 3,560 bilhões.

O resultado negativo, com saída superior à entrada de dólares, veio do segmento financeiro, com déficit de US$ 8,564 bilhões. O segmento comercial anotou saldo positivo de US$ 3,285 bilhões no período.

A forte saída de dólares do país ocorre em meio ao agravamento da crise política, gerada após a divulgação da delação premiada empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, no dia 17 de maio. Entretanto, o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, disse não ter informações para relacionar esse volume de saída de dólares com o atual momento político.

Empréstimos no exterior
Rocha destacou que houve queda na renovação de empréstimos tomados no exterior. Em maio, a taxa de rolagem (razão entre desembolsos e amortizações) estava em 149% e caiu para 60% no resultado parcial de junho, até o dia 23. Quando essa razão entre desembolsos e amortizações está acima de 100%, significa que não somente houve rolagem de vencimentos, mas também foram tomados mais recursos emprestados.

Investimentos em títulos e ações
Os dados preliminares de junho indicam que houve saída de US$ 1,376 bilhão em investimentos estrangeiros em ações. Também houve saída de recursos aplicados em títulos de renda fixa no mercado doméstico, no total de US$ 1,589 bilhão, em junho, até o dia 23.

Cotação do dólar
A saída de dólares do país é um dos fatores que pode afetar a cotação da moeda. Quando há menos dólares no mercado, a tendência é o preço subir. Hoje, por volta das 13h30, o dólar comercial era negociado para venda a R$ 3,32, com alta de 0,69%. Em maio, a moeda fechou em R$ 3,23.

Edição: Kleber Sampaio

Por Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil

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