07/06 - Guilherme Daroit / Jornal do Comércio RS

Jonathan Heckler/JC
Prestes a entrar em vigor, a partir de 10 de julho, a nova plataforma de cobrança criada pelo sistema bancário brasileiro promete combater fraudes em boletos, que chegam a R$ 400 milhões por ano. A estimativa é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que vê outras vantagens no novo modelo: não haverá mais a necessidade de emissão de segundas vias após o vencimento, a chance de duplicidade nos pagamentos será extinta, e todos os cálculos de multas ou descontos se tornarão automáticos. 

"Hoje, os bancos acreditam apenas no código de barras. A partir da mudança, porém, o código passará a ser a entrada para uma base de dados centralizada", conta o diretor adjunto de negócios e operações da Febraban, Walter Tadeu de Faria. Na prática, portanto, o número do boleto será uma espécie de chave que, na hora do pagamento, puxará os dados registrados na plataforma, e não mais da linha digitável - atualmente, informações como valor, banco e vencimento estão contidas em campos do número do documento. Trocando o número do código de barras, portanto, um golpista pode direcionar o pagamento para si, desviando o dinheiro do caminho original. 

A partir de julho, caso o boleto esteja registrado no novo sistema, o leitor verificará se o documento realmente existe a partir de sua base de dados. "Assim, será possível evitar grande parte das fraudes, que estimamos alcancem os R$ 400 milhões anuais", comenta Faria. Foi justamente a explosão no número de falcatruas a partir de 2014, segundo o diretor, que teria motivado o Banco Central a solicitar a criação do sistema pelos bancos.


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