01/07 - Carla Lidiane Müller para Notícias Contábeis do Contabilidade na TV*


A tendência para a realização dos processos fiscais nos próximos anos, é se tornar cada vez mais digital. 

Mas a entrega de declarações no nosso complexo sistema tributário ainda necessita ser melhorada, pois os contribuintes, principalmente os que pagam impostos sobre o consumo, precisam de um sistema tributário novo, mais simples, que o do cenário atual, que os obriga, e obriga seus contadores a perderem várias horas com à preparação e envio de suas declarações ao Fisco.

A boa notícia é que isso já está sendo pensado agora, mesmo que pareça distante ainda do que se almeja, é necessário admitir que a vinda do projeto SPED, acelerou muito o cumprimento de obrigações acessórias, que vão desde a emissão de notas fiscais, como de geração de declarações.

Essa forma mais evoluída de trabalhar, permite que os escritórios, que antes tinham de lançar em seus sistemas de escrita fiscal, todos os documentos das empresas de seus clientes um por um de maneira manual, consigam agora importar essas mesmas informações em massa, diminuindo muito o número de horas que seria perdido se tivesse de fazer todo esse procedimento manual.

A automatização de diversos procedimentos, vem tomando cada vez mais forma e força já há praticamente 10 anos, o que fez com que o contador tivesse uma mudança em seu pensamento, e a média de contadores no mercado que estão preocupados e interessados em adquirir novas tecnologias para otimizar seus processos seguindo as novas tendências fiscais está crescendo a cada dia.

Essa tendência gera benefícios aos clientes do escritório, pois com ferramentas diferenciadas o contador pode oferecer ao seu cliente a segurança de que suas declarações serão cumpridas em tempo hábil, sem gastos com multas por atrasos, e dependendo da ferramenta utilizada pelo escritório para recepcionar as notas fiscais de seus clientes, o empresário poderá ter menos funcionários focados na separação dos documentos para a contabilidade, podendo alocá-los para auxiliar no desempenho de outras atividades da empresa.

Apesar de o cenário estar melhorando, ainda é necessário aos órgãos da classe contábil reunir esforços para que consiga se reduzir ainda mais esse “custo Brasil” que é tempo perdido para o envio das declarações acessórias.

O fato é que mesmo com essas melhorias que surgiram nos últimos anos, o Brasil ainda é um dos países que mais tempo perde com o envio dessas declarações por ano, e tanto o empresário como o contador sofrem por terem de suportar essa realidade.

*Carla Lidiane Müller - Bacharel em Ciências Contábeis, cursando MBA em Direito Tributário. Trabalha na SCI Sistemas Contábeis como Analista de Negócios e é articulista do Blog Contabilidade na TV desde 2016. 

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