05/07 - Jornal do Comércio


No Brasil, grande parte da arrecadação de impostos incide de uma tributação indireta sobre o consumo de bens e serviços, atingindo assim, na maioria dos casos, a classe econômica mais desprovida na sociedade, em especial, os trabalhadores. E as desigualdades não param por aí, pois, de acordo com inúmeros especialistas, a renda e patrimônio dos contribuintes não é tributada de maneira adequada, o que aumenta consideravelmente as injustiças. 

No Brasil, o assalariado, ou aquele que recebe rendas diretas em sua pessoa física, paga em média 50% de impostos diretos sobre tudo que consome, como, por exemplo, em roupas, remédios, veículos, combustível, alimentos, dentre outros, pois, além dos 27,5% que paga na fonte de IRRF sobre o que lhe é pago, arca também em média com 4% sobre as propriedades, os famosos IPTU, IPVA. "Além disso, paga também mais 20% de impostos já embutidos em tudo que compra, uma vez que ao ir à uma loja e comprar roupas novamente, tem impostos assim como o supermercado, farmácia e outros", explica o diretor da Fradema Consultores Tributários, Francisco Arrighi.

De acordo com Arrighi, mesmo que uma nova fórmula de tributação não seja desenvolvida, uma alternativa seria copiar a metodologia de países de primeiro mundo. "Numa tributação como a que vivenciamos, onde quem paga imposto é o assalariado, não temos outra forma de tentar equilibrar a máquina, ao não ser criando um novo tributo apenas como medida de igualdade, e também buscando mais um aumento de tributação, como por exemplo a aplicação de novas alíquotas de Impostos sobre Grandes Fortuna", enfatiza. 

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