14/07 - Contabilidade na TV


Órgão federal acaba de definir novas diretrizes de atividades de auditores internos do governo, tendo como referência as melhores práticas publicadas pelo The IIA
                                                                                                                                    
O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) acaba de anunciar a publicação do novo Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna Governamental do Poder Executivo Federal, aprovado por meio da Instrução Normativa CGU nº 03/2017. O novo padrão, atualizado após 16 anos, fornece as diretrizes e os requisitos fundamentais para a prática da profissão no país no âmbito do poder público federal.

A nova norma de conduta técnica e ética foi elaborada pela CGU tendo como base as disposições do IPPF – sigla em inglês para Estrutura Internacional de Práticas Profissionais – considerado como a ‘Bíblia’ da profissão, instituído pelo The IIA – The Institute of Interna Auditors, a principal instituição de auditoria no mundo.

Segundo Gustavo de Queiroz Chaves, diretor deplanejamento e coordenação das ações de controle da CGU, os motivos que levaram a criação da nova norma foram as grandes alterações de contexto no ambiente corporativo em empresas públicas e privadas, decorrentes das diversas ondas de inovações tecnológicas e culturais nas últimas décadas. “O novo referencial de auditoria traz fatos novos à legislação. As respostas são significativas para o avanço da atividade de auditoria interna, ao incluir a possibilidade de prestação de serviços de consultoria e reforçar o papel do auditor interno no aprimoramento e fortalecimento, pela Administração, dos processos de gestão de riscos, controles internos e governança”, ressalta.

Entre as principais exigências da nova norma,destaca-se a necessidade de que a auditoria interna esteja alinhada ao propósito de agregar  valor à gestão e melhorar a eficácia dos processos de governança, gerenciamento de riscos e de controles internos. Também reforça os valores éticos a serem seguidos pelos auditores e os requisitos de independência das unidades de auditoria interna do Poder Executivo Federal.

Para Fabio Pimpão, diretor de certificações do IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, entidade filiada ao The IIA e responsável pela promoção do IPPF no país, a escolha da CGU gerará resultados práticos extremamente positivos. “O IPPF é uma ferramenta de gestão que foi desenvolvida pelas mentes mais excepcionais do mundo da auditoria, com a ajuda de mais de 180.000 associados de quase 190 países. Ao utilizar o IPPF o departamento de auditoria garante maior independência e objetividade, agregando mais valor para o setor público”, alerta.

O novo Referencial Técnico foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 12 de junho e entra em vigor 180 dias após sua publicação. A norma abrange a Secretaria Federal de Controle Interno da CGU; as Secretarias de Controle Interno da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Defesa e suas unidades setoriais; e as unidades de auditoria interna singulares, incluindo as de empresas estatais e de autarquias federais.

Sobre o IIA Brasil
O Instituto dos Auditores Internos do Brasil completou 56 anos de fundação sendo uma das cinco maiores entidades da carreira do planeta, entre os 190 países afiliados ao The Institute of Internal Auditors – IIA Global, a mais importante associação do setor no mundo.Referência na América Latina, o IIA Brasil auxilia na formação de outros Institutos como o IIA deAngola. No Brasil, a entidade coordena todo o processo de obtenção de certificações internacionais, como o CIA (Certified Internal Auditor), além de promover debates, cursos técnicos, seminários e o Conbrai – Congresso Brasileiro de Auditoria Interna.

Por Amanajé Comunicação

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