06/07 - Contabilidade na TV


Em 2015, as 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas no país possuíam 5,6 milhões de unidades locais, que ocupavam 53,5 milhões de pessoas, das quais 46,6 milhões assalariadas, que receberam um total de R$ 1,6 trilhão em salários e outras remunerações.

O pessoal ocupado total nas empresas e outras organizações do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE caiu 3,1% (menos 1,7 milhão de pessoas)entre 2014 e 2015, primeira queda dessa variável na série iniciada em 2007. Esse resultado foi puxado pelo recuo de 3,6% no pessoal ocupado assalariado (-1,7 milhão), que também caiu pela primeira vez.

O número de sócios e proprietários, que já havia caído em 2014, manteve-se praticamente estável, com recuo de 0,1% (-7,7 mil pessoas). Já o total de salários e outras remunerações diminuiu 4,8%, e o salário médio mensal caiu 3,2%, em termos reais. A única variável analisada que não apresentou queda foi o número de empresas e outras organizações, que manteve-se praticamente estável em 5,1 milhões, registrando variação de 0,2% ou 11,6 mil empresas a mais que em 2014, quando registrou a primeira queda na série (-5,4%).

Apesar da redução de 1,7 milhão de vínculos empregatícios assalariados entre 2014 e 2015, , 3,6 milhões de novos vínculos foram gerados nas empresas e outras organizações formais, de 2010 a 2015. Quatro seções de atividade foram responsáveis por 71,7% desse total: 29,4% em comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 15,0% em saúde humana e serviços sociais, 14,1% em atividades administrativas e serviços complementares e 13,1% em educação.

Em termos regionais, a região Sudeste concentrava 51,1% (2,9 milhões) das unidades locais, 50,2% do pessoal ocupado (26,9 milhões), 49,8% do pessoal assalariado (23,2 milhões) e 54,4% (R$ 840,3 bilhões) dos salários e outras remunerações. Esta é a primeira vez na série que a região Sudeste fica com participação abaixo de 50% no pessoal ocupado assalariado.

Estas e outras informações estão no Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE, que reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações (administração pública e entidades sem fins lucrativos) formalmente constituídas no país e suas respectivas unidades locais (endereços de atuação das empresas e outras organizações). A publicação completa do CEMPRE está disponível aqui.

Número de empresas e outras organizações, pessoal ocupado total, pessoal ocupado total, salários e outras remunerações e salário médio mensal
Brasil - 2014 - 2015


Salário médio mensal cai 3,2% em 2015, mas aumenta 6,9% em cinco anos
Entre 2014 e 2015, o salário médio mensal caiu 3,2%, em termos reais, passando de R$ 2.561,37 para R$ 2.480,36. Considerando o período 2010-2015, porém, o salário médio mensal acumula um aumento de 6,9%. Já o total de salários e outras remunerações, que caiu 4,8 em 2015, acumula aumento de 22,0% entre 2010-2015.

Apesar da variação de 0,2% no número de empresas e outras organizações em 2015, a taxa de crescimento acumulada entre 2010-2015 foi negativa em 0,3%. Já o pessoal ocupado total, o pessoal ocupado assalariado e o número de sócios e proprietários aumentaram, respectivamente, 7,7%, 8,3% e 3,7% desde 2010, apesar das quedas registradas em 2015 (-3,1%, -3,6% e -0,1%, respectivamente).

Taxa de crescimento relativo e acumulado das empresas e outras organizações, do pessoal ocupado total, dos salários e outras remunerações e do salário médio mensal
Brasil - 2010 - 2015


De 2010 a 2015, participação da administração pública nos salários e outras remunerações cai 1,0 p.p
De 2010 a 2015, a participação das entidades empresariais no total de empresas e outras organizações tem crescido. A proporção dessas entidades, que já era predominante em 2010 (89,7%), aumentou em 0,7 p.p., atingindo 90,4% em 2015. Esse aumento se refletiu também nas variáveis econômicas, com avanço de 0,4 p.p. no pessoal ocupado total (de 74,9% em 2010 para 75,3% em 2015); de 0,5 p.p. no pessoal ocupado assalariado (de 71,7% para 72,2%); e de 0,8 p.p. em salários e outras remunerações (de 62,3% para 63,1%).

Por outro lado, no mesmo período, os órgãos da administração pública, tiveram redução na participação para essas variáveis. O pessoal ocupado total caiu 0,6% (de 18,6% para 18,0%), o pessoal assalariado caiu 0,8 p.p (de 21,5% em 2010, para 20,7% em 2015) e os salários e outras remunerações caíram 1,0 p.p. (de 31,3% para 30,3%).

Já as entidades sem fins lucrativos perderam 0,7 p.p.de participação no total de empresas e outras organizações entre 2010 e 2015 (de 9,9% para 9,2%), mas tiveram ligeiros ganhos em pessoal ocupado (0,2 p.p), em pessoal assalariado (0,4 p.p.) e nos salários e outras remunerações (0,1%).

Embora sejam predominantes, em 2015, as entidades empresariais pagavam os salários médios mensais mais baixos (R$ 2.168,45). Os órgãos da administração pública, por sua vez, pagavam os salários médios mensais mais elevados (R$ 3.592,33), seguidos das entidades sem fins lucrativos (R$ 2.354,90).

Comércio absorveu 29,4% dos empregos gerados entre 2010 e 2015
De 2010 a 2015, 3,6 milhões de novos vínculos empregatícios assalariados foram gerados nas empresas e outras organizações formais, apesar da redução de 1,7 milhão de vínculos entre 2014 e 2015.

Quatro seções de atividade foram responsáveis por 71,7% desse total: 29,4% em comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 15,0% em saúde humana e serviços sociais, 14,1% em atividades administrativas e serviços complementares e 13,1% em educação. Consequentemente, as participações relativas dessas quatro seções no pessoal ocupado assalariado aumentaram no período analisado.

Desde 2010, comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas é a atividade que concentra a maior parte do pessoal ocupado assalariado, registrando, em 2015, 9,1 milhões de pessoas (19,5%). Esta seção também se destacou com 39,2% das empresas e outras organizações e com 22,1% do pessoal ocupado total Porém, em salários e outras remunerações, o comércio ficou na terceira colocação, com 12,4%. A seção com maior participação em salários e outras remunerações foi administração pública, defesa e seguridade social com 23,5%.


Atividades com os menores salários médios empregam 32,9% dos assalariados
O salário médio mensal, em 2015, foi de R$ 2.480,36, considerando todas as atividades econômicas. Os menores salários médios mensais foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.249,49), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.522,75) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.609,10). Essas atividades, que pagaram salários médios mensais menores, absorveram juntas 32,9% do pessoal ocupado assalariado.

Os maiores salários médios mensais foram pagos por eletricidade e gás (R$ 6.870,31), seguida por atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.867,19) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 4.648,91). Apesar de pagarem salários médios mensais mais elevados, essas atividades absorveram juntas somente 2,4% do pessoal ocupado assalariado.

Região Sudeste perde participação no pessoal assalariado
A região Sudeste concentrava 51,1% (2,9 milhões) das unidades locais do país, assim como 50,2% das pessoas ocupadas (26,9 milhões), 49,8% das pessoas assalariadas (23,2 milhões) e R$ 840,3 bilhões (53,9%) em salários e outras remunerações. Esta é a primeira vez na série que a região Sudeste fica com participação abaixo de 50% no pessoal ocupado assalariado.

A região Sul foi a segunda colocada em participação no número de unidades locais (22,0%) e em salários e outras remunerações (16,2%). Porém, em pessoal ocupado total e assalariado, a região Sul ficou em terceiro (com 17,9% e 17,3%, respectivamente), perdendo para a região Nordeste, que registrou, respectivamente, 18,1% e 18,7%. A região Nordeste ficou em terceiro em relação ao número de unidades locais (15,4%) e salários e outras remunerações (14,6%). A Região Centro-Oeste, por sua vez, ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte, na quinta colocação, com as menores participações.

Diferença salarial entre homens e mulheres recua para 23,6%
Em 2015, no âmbito empresarial, 56,0% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 44,0%, mulheres. Em relação a 2014, houve um recuo maior no número de homens (-4,5%) do que no de mulheres (-2,4%), fazendo com que a proporção de homens decrescesse 0,5 p.p., enquanto houve aumento, nesta mesma proporção, na participação das mulheres. Em relação a 2010, a participação feminina cresceu 1,9 p.p.

Em termos salariais, em 2015, os homens receberam, em média, R$ 2.708,22 e as mulheres, R$ 2.191,59. Ou seja, o salário das mulheres era equivalente a 81,0% do salário dos homens. Essa diferença, que havia sido de 25,3 % em 2012, 25,8% em 2013 e de 25,0% em 2014, passou a ser de 23,6% em 2015.

Sob a ótica da natureza jurídica, a administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado. Em contrapartida, nas entidades empresariais, predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado.

Por escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 0,4% entre 2014 e 2015, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 4,5%. Consequentemente, a participação relativa do pessoal ocupado assalariado com nível superior aumentou 0,8 p.p., passando de 19,6% para 20,4%. Em relação a 2010, o aumento foi de 3,8 p.p.

Em termos salariais, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 5.349,89, enquanto o pessoal sem nível superior, R$ 1.745,62, ou seja, uma diferença de 206,5%. Por natureza jurídica, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (44,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,4% nas entidades empresariais e 70,8% nas entidades sem fins lucrativos.

Por Comunicação Social IBGE

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