18/07 - Rachel Gamarski e Simone Iglesias, da Bloomberg / Exame.com


O Palácio do Planalto deixará que a Medida Provisória que reonera grandes setores da economia como indústria e serviços perca a validade após mudanças consideradas prejudiciais feitas pelo Congresso no texto enviado pelo governo, disseram quatro pessoas com conhecimento direto do assunto sob condição de anonimato.

Como já contava com esses recursos para o cumprimento da meta fiscal de 2017, prevista em um déficit de R$ 139 bi, o aumento de imposto ganhou força e a equipe econômica deverá elevar o Cide e o PIS sobre combustíveis para compensar as perdas. O governo estimava em R$ 11 bilhões já em 2018 a economia com a reoneração da folha e, para 2017, R$ 2,1 bilhões.

A decisão de não seguir adiante com a MP acontece após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, condicionar a aprovação da medida ao acordo de recuperação do Rio de Janeiro, que precisa ser aprovado pelo ministério da Fazenda. Outro ponto que impede um esforço adicional do governo para aprovar a medida conforme enviado é a validade da MP, que acaba em 12 de agosto.


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