12/07 - Pedro Arbex / DCI-SP


Aprovada ontem no Senado, a reforma trabalhista é celebrada pelo varejo, já que atende pleito antigo do setor: a regulamentação do trabalho intermitente. Apesar de resolver o problema dos picos de demanda e ser interessante para áreas específicas, não há indícios claros de que a mudança gere novos empregos.

Associações ligadas a União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) têm postulado que a regulamentação da chamada 'jornada flexível' poderia acarretar, apenas no segmento de bares e restaurantes, na criação de mais de 2 milhões de postos de trabalho durante os próximos cinco anos.

A relação entre a alteração na legislação trabalhista e a geração de novos empregos no mercado, no entanto, é considerada inválida pelo presidente do conselho de relações do trabalho da FecomercioSP e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, que afirma que nenhuma nova lei tem força para gerar emprego.

"A medida que a reforma eleve a produtividade, promovendo o crescimento econômico, isso pode acarretar na geração de empregos. Mas é uma relação indireta e que virá só no médio prazo", explica. Segundo ele, é impossível mensurar o impacto real da reforma, em termos de geração de postos, porque o mercado de trabalho é complexo e de difícil previsão.


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