18/07 - Contabilidade na TV

Tomaz Silva/Agência Brasil
Com o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o brasileiro conseguiu reduzir a inadimplência e voltar a consumir após dois anos de recessão. Essa é avaliação de estudo divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

“Nota-se aumento das vendas de varejo, em especial de supermercados, celulares e automóveis [...] redução do uso de cheque especial e cartão de crédito e aumento do financiamento de veículos. Houve redução da inadimplência, do endividamento e do comprometimento de renda, além de aumento da confiança do consumidor e do comércio”, afirma o estudo.

De acordo com o Ministério do Planejamento, foram sacados  R$ 41,8 bilhões de 24,8 milhões de contas inativas do FGTS desde o início da medida, em março. No total, o volume de saques poderá chegar a R$ 43,6 bilhões. 

Endividamento
Com base em dados oriundos do Banco Central, o estudo ressalta que houve uma redução de 23,4% para 23,2% no endividamento das famílias após o início dos saques das contas inativas. Ao mesmo tempo,  foi registrada uma redução de 4,5% no uso do cheque especial em abril, além de uma queda de 15,7% para 5,7% no uso do cartão de crédito.

De acordo com pesquisa da SPC Brasil, presente no relatório, 35% dos recursos sacados do FGTS foram usado para o pagamento de dívidas.

Consumo
Embora muitos estejam usando recursos das contas inativas para reduzir o endividamento, o Ministério do Planejamento aponta que a medida também gerou efeitos positivos no consumo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apontam, segundo o estudo, uma retomada do setor do varejo diante da liberação desses recursos. O volume de vendas de supermercados, além do aumento na venda de celulares e veículos, também sinaliza maior dinamismo na economia com a entrada desses recursos na economia.

Como exemplo da efetividade na medida, o estudo mostra que, apenas no mês de abril, as vendas de supermercado cresceram 6,3% em termos anuais. Na época, foram liberados R$ 10,7 bilhões das contas do FGTS.

Por Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento

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