08/08 - Contabilidade na TV


O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão produzindo um estudo sobre internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) voltado para a definição de um plano de ação para o país. A partir de um diagnóstico elaborado nas primeiras fases do estudo serão propostas ações que consistirão na Estratégia Nacional de Internet das Coisas para os anos de 2018 a 2022.

A metodologia e os principais pontos que serão abordados no estudo, que já está em sua terceira fase e será concluído no último trimestre deste ano, foram apresentados nesta segunda-feira (7), em São Paulo, durante a 17ª reunião do Diálogos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O tema faz parte da estratégia da MEI para o desenvolvimento da agenda de inovação no Brasil.

O estudo abordará com destaque a internet das coisas em quatro frentes prioritárias: cidades, saúde, rural e indústrias. De acordo com Thales Marçal, coordenador-geral de Ciência e Tecnologia do MCTIC, o objetivo é entregar um plano de internet das coisas para a indústria, aliando a estratégia com a agenda de manufatura avançada. “A indústria tem grande importância dentro dessa estratégia, pois é quem gera o maior desenvolvimento no país”, afirmou Marçal.

O gerente de IoT do BNDES, Ricardo Rivera, acrescentou que o estudo dará enfoque aos setores automotivo e têxtil, na indústria de transformação, e à mineração e petróleo e gás, na indústria extrativa. Esses setores são apontados como os de maiores desafios em relação à internet das coisas. “Trata-se de um estudo voltado para o diagnóstico da IoT, que pode trazer vários benefícios para o país. Temos três grandes ambições: definir uma inspiração para a IoT no Brasil, priorizar verticais e horizontais e fechar um plano para definições e monitoramento nos próximos 5 anos”, detalhou.

O diretor da Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi, ressaltou a importância de o país dar prioridade ao tema. “A internet das coisas tem transformado o sistema econômico. Está em curso uma nova revolução industrial que irá transformar todo o ciclo de negócios nas marcas e na divisão do trabalho”, disse Lucchesi, também diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

O líder da MEI Pedro Wongtschowski frisou que a internet das coisas gerará riquezas e levará desenvolvimento para a indústria brasileira. “A internet das coisas está cada vez mais presente na vida das pessoas. Em 2020, a expectativa é de que teremos cerca de 20 bilhões de dispositivos conectados”, frisou. Ele destacou que, entre os objetivos da MEI para esta agenda, estão o incentivo a adoção das novas tecnologias pelas empresas e o financiamento ao desenvolvimento tecnológico e da inovação.

Thales Marçal, do MCTIC, frisou que as condições para financiamento da inovação terão relação direta com a potencialização da internet das coisas no Brasil. “A IoT não é um bem,  mas um meio para gerar algum ganho como a melhoria da competitividade da indústria e do agronegócio. E ampliar a possibilidade de o Brasil exportar tecnologia e melhorar a qualidade de vida do brasileiro”, enfatizou.

PROPRIEDADE INTELECTUAL - O atraso em relação à análise e concessão de patentes no país levou o governo a lançar uma consulta pública sobre uma medida emergencial para reduzir o backlog de patentes. Presente ao Diálogos da MEI, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Luiz Otávio Pimentel, apresentou as medidas que farão parte de um decreto do governo, apoiado pela CNI, que tem por finalidade equacionar os problemas relativos ao tempo de concessão de patentes num prazo de três anos.

Pimentel destacou que a alternativa do INPI é aplicar um regime de procedimento simplificado de deferimento, incluindo somente o backlog atual, prevendo salvaguarda para o usuário e o mercado. Seriam contratados 163 servidores e 40 terceirizados no período de três anos para que o problema seja solucionado até 2020. O custo, segundo o presidente do INPI, seria de R$ 92 milhões em três anos. “Estima-se que após a solução do problema do backlog, o trâmite de um pedido de patente seja concluído em até 24 meses, a partir do pedido do exame”, disse.

Por Diego Abreu, de São Paulo / Agência CNI de Notícias

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