04/08 - Contabilidade na TV


Como parte do objetivo de reequilibrar as contas públicas, o governo federal conseguiu arrecadar R$ 1,61 bilhão por meio da repatriação de recursos não declarados no exterior. Um montante que faz parte do esforço para atingir a meta fiscal e, com isso, pagar os juros dos empréstimos que financiam a União.

Para este ano, o governo federal atua para cumprir um déficit primário (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões. Isso significa que as despesas governamentais não podem superar esse valor para não prejudicar a credibilidade do País frente a investidores e manter a trajetória de retomada da economia.

Por que a meta fiscal é importante?
Deixar as contas públicas no azul é essencial para gerar credibilidade, atrair investimentos, gerar empregos e criar um crescimento sustentável da economia por meio da redução do endividamento público, como aponta o economista-chefe da agência de risco Austin Rating, Alex Agostini.

“O governo precisa determinar a meta para manter a credibilidade ao mercado porque é o investidor que financia. Só vai financiar a juros baixo se for demonstrado que o orçamento não vai ficar ‘estourado’”, apontou.

E se a meta não for cumprida?
Segundo Alex Agostini, o não cumprimento da meta fiscal gera queda de investimentos e desvalorização dos ativos que o governo federal pode vender, uma vez que será mais difícil atrair interessados. Por isso, manter as dívidas controladas é importante para não comprometer o funcionamento dos serviços públicos, já que, com as despesas maiores, os investimentos públicos caem.

“A perda na credibilidade do governo faz que ele acabe tendo de interromper ou suspender projetos que melhorariam evolução econômica pro País, como a infraestrutura”, explicou.

Qual é o impacto disso na vida do cidadão?
A economia para pagar os juros da dívida é tão importante, acrescenta Agostini, que o não cumprimento da meta fiscal pode gerar o aumento da inflação e dos juros diante do aumento do endividamento público.

“O não cumprimento da meta tem um impacto negativo no combate à inflação porque o governo, quando aumenta o endividamento, aumenta os impostos para aumentar a arrecadação, ou emite títulos, resultando no aumento do custo do dinheiro”, afirmou.

Isso porque os investidores passam a retirar o dinheiro de circulação, aquele recurso que seria investido no País, para emitir mais empréstimos para o governo federal, a juros mais altos.

Com menos dinheiro na mão das pessoas, o custo de vida aumenta e o governo passa a se concentrar para economizar ainda mais para pagar esses juros, prejudicando a execução do Orçamento Federal.

E o que o governo tem feito?
É justamente nesse contexto que o governo federal encaminhou uma série de reformas econômicas ao Congresso Nacional para reduzir o endividamento público, gerar credibilidade e retomar o crescimento econômico.

Além das receitas extraordinárias, como o dinheiro que veio da repatriação, foi necessário congelar gastos na ordem de R$ 45 bilhões e aumentar tributos.

Pagar os juros da dívida pública é determinante para a queda dos juros e da inflação. Segundo Alex Agostini, isso demonstra que o governo é organizado, além de deixar a vida do consumidor e dos empresários mais confortável.

Por Portal Brasil

Use o APP do Contabilidade na TV e mantenha-se informado!

0 comentários:

Postar um comentário