09/08 - Contabilidade na TV


Abertura do evento foi marcada pela palestra magna do jornalista australiano, especialista em software de contabilidade on-line e tecnologia na nuvem Sholto Macpherson.

Na noite de segunda-feira (7), cerca de 600 empresários, lideranças e autoridades participaram da abertura do 7º Seminário de Gestão de Empresas de Serviços Contábeis - GESCON, realizado pelo SESCON-SP, no Centro de Convenções Frei Caneca.

Com o tema "Olhar Global, Ação Local", o evento convidou os participantes a repensar seu modelo de negócios, debater o futuro da profissão, analisar as melhores e mais inovadoras ferramentas de gestão e traçar novos rumos e oportunidades para as organizações.

O presidente do SESCON-SP e da AESCON-SP, Márcio Massao Shimomoto, abriu o evento, convocando os empresários a ajudar a construir o futuro da profissão. "A globalização tem transformado o mundo, interligado países, culturas, governos e também a contabilidade, que a todo o momento é impactada por mudanças tecnológicas, fiscais, tributárias e econômicas. Não podemos cruzar os braços e esperar pelo futuro, precisamos construí-lo, olhar para o mundo, buscar práticas e tendências para poder aplicá-las da melhor forma em nossas empresas".
O deputado federal Arnaldo Faria de Sá falou da propriedade do tema. "Uma discussão de grande relevância, que trata das tendências e necessidades de gestão dos empresários. Parabéns, SESCON-SP, pela iniciativa e pela atuação pujante".

Na mesma linha, discursou o deputado estadual Itamar Borges. "Precisamos ver o que acontece no mundo, trazer o que é bom, focar em gestão e reinventar o empreendedorismo", destacou o parlamentar, ao celebrar a recente parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que incluirá a disciplina de Empreendedorismo na grade curricular da rede estadual de ensino e escolas técnicas.

Representando as Entidades Congraçadas da Contabilidade Paulista, o presidente da FECONTESP, Manoel de Oliveira Maia, falou da importância da promoção de eventos de atualização e capacitação. "Dos debates deste GESCON certamente sairão inovação e facilitações que beneficiarão as empresas e a nossa classe", disse.

O presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Jânio Benith, representando o vice-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio França, falou da sua satisfação em participar do evento e frisou o relevante papel da ciência contábil. "Nenhuma empresa ou País passam pelo desenvolvimento sem a contribuição da Contabilidade".

A importância da atividade também foi apontada pelo presidente da FENACON, Mario Elmir Berti. "Estamos vivendo momento de turbulências política e econômica e diante de uma crise moral, não podemos nos contaminar e devemos ajudar o País a sair desta situação", destacou.

O CEO da Omie, patrocinador Diamante do 7º GESCON, Marcelo Lombardo, citou a parceria com o SESCON-SP. "O foco do empresário não pode ser apenas técnica, é preciso investir e cuidar da gestão empresarial. Por isso, estamos sempre presentes nos eventos do SESCON-SP, oferecendo boas oportunidades para a classe contábil e aos empreendedores".

O Futuro da Contabilidade

O jornalista australiano Sholto Macpherson, comandou a Palestra Magna "O Futuro da Contabilidade e as Razões Pelas quais o Modelo de Negócio dos Contadores está Mudando".

Ao destacar que tem viajado por todo o mundo e observado o comportamento de empresas e pessoas de sucesso, o especialista em software de contabilidade salientou que as tecnologias em nuvem vieram para revolucionar os modelos de negócios, ressaltando que a área contábil é uma das mais impactadas. "O contador está tão ocupado com suas rotinas diárias que não tem percebido a necessidade de mudar e as oportunidades que ele pode perder", frisou.

Entre os benefícios da adoção dessas tecnologias, Macpherson citou maior produtividade, mobilidade e múltiplas funcionalidades. "Podemos acessar e gerenciar dados em qualquer lugar, de diversas formas, compartilhá-los, integrá-los", disse ele.

Além dos benefícios às empresas e aos profissionais de contabilidade, o palestrante destacou especialmente as vantagens para seus clientes. "Dessa forma, podemos colocar poder nas mãos dos donos das empresas. Isso muda radicalmente o relacionamento cliente-contador. É lucratividade e facilidade para ambos", acrescentou.

Por fim, Macpherson falou da nova geração de profissionais e empreendedores que estão chegando ao mercado - os chamados Millennials - que cresceram com essas tecnologias e exigem as facilidades trazidas por elas.

Finanças: Oportunidades, Riscos, Prospecção e Novos Negócios

O SESCON-SP convidou os empresários contábeis a repensar o modelo de negócios, debater o futuro da profissão, analisar as melhores e mais inovadoras ferramentas de gestão, traçar novos rumos e reconhecer as oportunidades para os negócios. Assim, o 7º GESCON continuou na terça (8) com painéis e palestras sobre assuntos que abarcam o tema geral do evento "Olhar Global, Ação Local".

Abrindo os trabalhos, Marco Saravalle, analista de investimentos do Grupo XP, e Rogério Arnone, sócio-diretor do Grupo Allure, comandaram o painel "Finanças - Oportunidades, Riscos, Prospecção e Novos Negócios".

De acordo com Saravalle, o segmento de serviços é muito explorado em diversos países, mas no Brasil, apenas engatinha. "As plataformas de serviços têm um potencial absurdo de crescimento, é preciso acontecer", disse. "Hoje, devemos ter em mente que podemos quebrar as barreiras geográficas e físicas, podemos ter clientes em todo o mundo, oferecer consultoria, facilidades, multiplicar o portfólio, trazer soluções de forma dinâmica e simplificada, pois a tecnologia nos ajuda nisso", acrescentou.

Na mesma linha, Arnone destacou a falta da cultura de educação financeira no País. "As pessoas têm dificuldade de tomar decisões, o brasileiro ainda é muito conservador, ele precisa ver a verdade, a qualidade e a transparência", disse, ao completar: "As empresas de serviços devem buscar transmitir esses conceitos e, com estas plataformas, crescer, firmar parcerias, melhorar o seu atendimento e fidelizar os clientes". O especialista também indagou os participantes: "O empresário precisa analisar: possui governança corporativa? Tem uma gestão ativa e eficiente? Respondendo a essas perguntas, ele pode vislumbrar o seu potencial de crescimento", finalizou.

O painel foi moderado pelos diretores do SESCON-SP Jorge Luiz Gonçalves Rodrigues Segeti, que também coordenou a elaboração desta apresentação, e da AESCON-SP Carlos Euripedes Limberti. Participaram ainda da produção os vice-presidentes Administrativo e Financeiro da Associação, Wilson Gimenez Júnior e Nilton de Araújo Faria, respectivamente. 

H.R. Analytics - Tecnologia aplicada à gestão de pessoas

Tão importante quanto investir em equipamentos, procedimentos e estrutura, a gestão de pessoas é fundamental para que uma empresa seja bem-sucedida. Uma equipe engajada é o melhor combustível para alcançar bons resultados. Por isso, toda organização deve valorizar e investir em seu capital humano. E aquela que souber aplicar a tecnologia disponível de forma inteligente terá mais probabilidade de sobressair no mercado.

Sabendo da relevância do assunto e da necessidade das empresas, o SESCON-SP trouxe o fundador e CEO da Appus, empresa de analytics para Recursos Humanos, Deli Matsuo, para ministrar a palestra "H.R. Analytics" neste segundo dia do 7º Seminário de Gestão de Empresas de Serviços Contábeis - GESCON.

Cada vez mais a tecnologia impacta na realidade das empresas. A velocidade com que a computação vem transformando o business é altíssima, sendo possível tomar decisões e prever em pouco tempo o que vai acontecer. Segundo Matsuo, no futuro, todas as empresas serão de tecnologia. "Empresas que não entendem o valor da tecnologia e que não percebem a necessidade de se adaptar ficarão sem recursos e tempo para inovar, investir e agregar valor ao seu produto ou serviço. Todas as empresas que falharam nos últimos vinte anos sucumbiram diante da tecnologia".

De acordo com Matsuo, o que define o valor de uma empresa não é a quantidade de equipamentos ou seu estoque, mas seu capital intelectual. "Por que Amazon vale tanto? A rentabilidade dela é muito maior pelo fato de fazer mais com menos gente. Portanto, seu potencial de impacto financeiro futuro é grande", explica. Quando se investe em talentos, o resultado será sempre superior. "Quem tem poder intelectual diferenciado cria poder desproporcional dentro de uma empresa. Nos últimos 35 anos, o PIB americano triplicou, mantendo o mesmo número de habitantes. Esse é o legado da tecnologia".

Há muitas empresas de tecnologia atualmente com foco em contabilidade e que modificaram o mercado, segundo o palestrante. E alcançaram este resultado porque estavam atentas às transformações ocorridas, principalmente, nos últimos cinco anos. "Hoje, há muitos sistemas disponíveis, alguns gratuitos, que permitem cruzar, analisar dados de clientes e captar falhas, fraudes, erros de processamento. Tarefas muito complexas para um ser humano. Portanto, quem não estiver alerta, será atropelado pela concorrência".

Capacidade de atrair e reter talentos
O segredo para ter uma empresa com capacidade desproporcional no mercado é a gestão de pessoas, mais que isso, é a competência de atrair e reter talentos - indivíduos desproporcionalmente impactantes para o seu empreendimento. Matsuo elencou passos importantes neste processo: 

Tenha grandes projetos - objetivos medíocres atraem pessoas medíocres;
Autonomia - se você contratou um talento, permita que ele tome decisões;
Qualidade de vida - opção de manter projetos paralelos;
Gerente incrível - garantir que seus talentos tenham relações saudáveis na empresa;
Voz ativa - talentos querem contribuir e serem ouvidos.

A apresentação foi moderada pelo vice-presidente do SESCON-SP, Reynaldo Pereira Lima Junior. Participaram também da elaboração desta palestra a diretora da AESCON-SP Ana Maria Galloro Laporta (coordenadora), o vice-presidente Financeiro do Sindicato, Carlos Alberto Baptistão, o diretor da Associação Juraci José Pereira e o diretor Regional Capital Oeste, Claudio Anibal Cleto.

Práticas internacionais de gestão
Reafirmando a importância do intercâmbio de informações e da troca de experiências, além de incentivar o debate sobre a globalização, novas tecnologias, tendências e o impacto dos acontecimentos mundiais em nossa vida, cidade ou País, o painel "Práticas Internacionais de Gestão" abriu os trabalhos da tarde, neste segundo dia do 7º GESCON.

O sócio de Risk Advisory da Deloitte, Gustavo Lucena, falou sobre como as pequenas e médias empresas têm se planejado, criado temas de inovação, estruturas e treinamentos em vista das mudanças globais. "Essas ações, hoje, independem do tamanho da organização", alertou ele. "Não existe tamanho para desafios como governança, cloud, guerras fiscais ou necessidade de capacitação. Todas as organizações precisam estar atentas para o cenário global e saber agir localmente".

Na área contábil, Lucena ressaltou um desafio duplo. "Além de se adequar às regulamentações da própria atividade, os empresários têm que estar em dia com as de seus clientes". 

Ao citar pesquisa mostrando que quase 90% dos empresários do setor consideram como fatores mais estressantes da profissão as alterações regulatórias, as mudanças constantes de decisão, estratégia ambígua e pressão por resultados, Lucena enfatizou que hoje o contador deve ser parceiro do negócio, junto às áreas comercial e operacional. Ainda apontou algumas ações importantes a serem adotadas, como o mapeamento de controles, a realização de um plano de sucessão, treinamento e capacitação, disciplina na formação e adoção de políticas de segurança da informação.

Este painel foi moderado pelos diretores Financeiro e Social do SESCON-SP, Benedicto David Filho, e Demétrio Cokinos (coordenador). A elaboração foi feita ainda pelo vice-presidente da AESCON-SP, José Vanildo Veras da Silva, pelos diretores do Sindicato Valdemir Arnesi e Jorge Luiz Gonçalves Rodrigues Segeti e pelo diretor Social da Associação Elcio Valente.

Fusão e aquisição como estratégia de negócio

Notícias relacionadas à aquisição de uma empresa por outra ou até mesmo a fusão entre duas organizações são cada vez mais frequentes. No Brasil, o mercado de fusões e aquisições é crescente, assim como em diversos países do mundo.

O último tema abordado no 7º Seminário de Gestão das Empresas de Serviços Contábeis - GESCON foi "Fusão e Aquisição como Estratégia de Negócio", com o sócio de Corporate Finance da KPMG, Luis Augusto Motta, e o sócio da Focus Group Rodrigo Alexandre de Oliveira.

Motta falou da pesquisa realizada com frequência pela KPMG sobre fusões e aquisições, que mostra as tendências destas operações. Segundo ele, até 2006 ocorriam entre 200 e 400 operações por ano no Brasil, a partir daí, são mais de 700 transações anuais. "É um mercado em crescimento. A crise brasileira afetou este cenário, pois quando falamos em fusão e aquisição, estamos falando em longo prazo e sobre quesitos como boa perspectiva econômica e risco baixo, entretanto, o País tem um grande nicho e já tem dado indícios de recuperação no primeiro trimestre do ano", disse.

A importância do profissional da contabilidade nos processos também foi destacada pelo palestrante. "São transações cada vez mais sofisticadas, é desafiador, mas o contador tem um papel fundamental no assessoramento", afirmou.

Em um segundo momento do painel, Rodrigo Alexandre de Oliveira, apresentou o seu case de sucesso em fusão de empresas de serviços contábeis, um processo não muito comum. Relatou que a ideia veio de um debate em uma Câmara de Contabilidade, foi sendo amadurecido e o processo propriamente dito durou cerca de um ano e meio. "É preciso fazer algumas ponderações, verificar se as carteiras são parecidas, se há sinergia nos segmentos e nos propósitos para o redesenho de uma nova organização", ressaltou.

Referência em processos de fusão e aquisição no segmento contábil, Oliveira destacou que a ousadia foi positiva. "Eu e os demais sócios estamos muito gratificados. Tínhamos empresas sólidas e lucrativas, mas seguimos em frente. Hoje, olhando para trás, percebemos que valeu a pena", finalizou.

Este painel foi moderado pelo vice-presidente Administrativo do SESCON-SP, Antonio Carlos Souza dos Santos, e pelo diretor do Sindicato Rinaldo Araujo Carneiro (coordenador). Também participaram da elaboração o vice-presidente e o diretor Administrativo do SESCON-SP, Reynaldo Pereira Lima Junior e José Dini Filho, e pelos Regionais Capital Norte e Sul Ives Della Torre e Andreia dos Santos Silva.

Encerramento: "Hora de agir, de aplicar tudo que absorvemos aqui"

Com esta frase o presidente do SESCON-SP e da AESCON-SP, Márcio Massao Shimomoto, encerrou os trabalhos da sétima edição do Seminário de Gestão de Empresas Contábeis, na tarde de terça-feira (8).
Nos dois últimos dias, cerca de 600 empresários de contabilidade, parceiros, lideranças e autoridades estiveram no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, para repensar seu modelo de negócios, debater o futuro da profissão, analisar as melhores e mais inovadoras ferramentas de gestão e traçar novos rumos.

Com o tema "Olhar Global, Ação Local", o evento reuniu palestrante internacional, especialistas e grandes personalidades de diversos setores para apontar o comportamento corporativo de hoje e as tendências do futuro.

Ao agradecer os participantes do Seminário, Márcio Shimomoto, falou da sua satisfação em um número relevante de empresários aceitarem o convite de repensar suas empresas e prepará-las para o futuro. "Agora é hora de agir, espero que este evento tenha feito alguma diferença na vida de vocês", disse o presidente, ao anunciar a maior caravana do GESCON, com 30 empresários do Grande ABC.

O líder setorial agradeceu ainda o vice-presidente do SESCON-SP, Reynaldo Pereira Lima Jr., coordenador geral do evento, os diretores que contribuíram na realização dos painéis e toda a sua diretoria, além da equipe de colaboradores das Entidades.

Por Sescon SP

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